A queda do Internacional



Para aqueles que possuem um pouco de conhecimento no mundo da bola, esta queda de produção do Internacional estáva escrita há tempos já. E vejam os fatos:

Antes da gestão Fernando Carvalho, o Internacional era um clube que além de não vencer nenhum campeonato de grandes repercussões, o último havia sido a Copa do Brasil de 1992, ainda possuia uma dívida enorme, o que impedia o mesmo de investir no pesado no futebol.

Para sanar as dívidas, o então presidente Fernando Miranda decidiu abdicar de formar um grupo de jogadores com o objetivo de brigar por algum título para poder reerguer a base do clube e assim sanar as dívidas. O Internacional por pouco não foi rebaixado, e a torcida cobrou a conta. Porém o legado de Fernando Miranda deu ao Internacional as condições plenas para montar um grupo forte.

Da administração de Fernando Miranda surgiram grandes nomes da base, como Nilmar e Daniel Carvalho. As dívidas pagas e assim o território pronto para qualquer um assumir, e foi neste ambiente que Fernando Carvalho assumiu.

O Internacional conseguiu em dois anos se ajustar como grupo. Vice campeão brasileiro em 2005 com Muricy Ramalho, o Internacional conseguiu uma vaga para a libertadores. A torcida aplaudia de pé as acusações que Fernando Carvalho fazia na mídia brasileira contra o tal esquema de arbitragem, que segundo Carvalho teriam colaborado para que o Corinthians fosse o campeão.

Já neste momento se via que Fernando Carvalho era o tipo de dirigente com o mesmo perfil de Eurico Miranda. Do tipo falastrão e que se beneficia do trabalho sério de seus antecessores. Mas a torcida, amargurada por anos e anos sem um título de repercução, começou a idolatrar o jeito circense de seu presidente, que até mesmo obrigou seus jogadores a voltarem a campo em Curitiba para comemorar um título moral de campeão!

Há essa altura o grupo já estáva formado e forte. Muricy saiu e assumiu Abel Braga. E mais uma vez todo o trabalho do antecessor ficou em segundo plano. A verdade foi que quem montou e organizou o grupo do Internacional fora Muricy Ramalho, e Abel Braga apenas seguiu o trabalho.

Em 2006 o Internacional coseguiu seus maiores feitos, campeão da América e do Mundo. Estes mesmos feitos produziram um efeito devastador de arrogância e de prepotência na diretoria colorada. O resultado apareceu no ano de 2007, quando o time naufragou vergonhosamente na primeira fase da Libertadores da América. O pior, teve que engolir o rival, com um grupo muito mais inferior e atolado em dívidas, sagrar-se vice-campeão contra o Boca Junior.

Abel Braga abandonou o barco, e o Inter patinou no brasileirão, ficando num modestíssimo 11º lugar!

Em 2008 o título do campeonato gaúcho iludiu mais ainda o torcedor colorado, e sua diretoria que a essa altura apenas se preocupava em alfinetar o rival tricolor. Mas lógo viram que seria mais um ano complicado. Foram desclassificados pelo Sport Recife na Copa do Brasil. Viram o rival liderar grande parte do certame nacional e terminar o campeonato em segundo lugar. A salvação do Internacional era vencer a única competição que sobrara no ano.

Com a chegada de Tite, o Inter entrou com time titular para enfrentar os reservas do Grêmio na primeira fase da Copa Sulamericana. Não conseguiu vencer, e só se classificou graças ao regulamento, pois empatou em casa por 1x1 e no Olímpico em 2x2. A torcida colorada festejava, mas continuava cega, pois contra um time reserva do Grêmio, que nem time titular forte tinha, o Inter titular patinou e não venceu.

Neste momento o centenário se aproximava, e mais uma vez o marketing do Internacional resolveu trabalhar: criaram o slogan 100 anos, 100 mil sócios! E apartir daí passaram a aceitar sócios de qualquer jeito com mensalidades mais baratas, tudo para atingir a meta. A torcida, claro, iludida ficou muito orgulhosa desta campanha, mas nem se deu o trabalho para ver que tipo de sócios o Internacional estáva aceitando.

Em campo a coisa continuava ruim. Muito mal no brasileirão, o Internacioal tinha apenas a Sulamericana para salvar o ano, e soube se aproveitar do fato de que Grêmio, São Paulo, Palmeiras, Boca Junior, e até o Botafogo entraram na competição apenas com times reservas, e assim sagrou-se campeão em cima do Estudiantes de La Plata, mesmo assim com nítida influência da arbitragem no Beira-Rio.

Chegamos ao ano do centenário, e o novo presidente, Vitório Píffero prometia um ano de grandes conquistas colaradas. E no inicio do ano até parecia que Píffero havia previsto algo de muito bom para o centenário: o Grêmio, envolvido na Libertadores simplesmente foi atropelado pelo Internacional no gauchão. Em três grenais, três vitórias. O Internacional sagrou-se campeão gaúcho invicto, e com melhor ataque e defesa. Na final aplicou uma sonora goleada no Caxias, 8x1. Com todo este alarde, a real situação do grupo continuava maquiada.

Enquanto pelas bandas da Azenha havia uma revolução, com troca de treinador, aquisição de reforços, cobranças da torcida, pelas bandas da Padre Cacique tudo era prepotência com a vitória no gauchão. A Copa do Brasil era a próxima competição, e todos, sem excessão, acreditavam que o Internacional seria o campeão. Em seu caminho apenas um time poderia lhe tirar o título, o Corinthians de Mano Menezes. E foi exatamente isso que aconteceu. O Corinthians, recém alçado da segunda divisão, atropelou sem piedade o Internacional, e então o feitiço se desfez sobre este grupo do Internacional.

Broncas de um lado, de outro, e agora era hora de entrar com tudo no brasileirão. Ainda teriam a Recopa e a Sulamericana.

Entraram no brasileirão bem, estando até agora na 14ª rodada, entre os 4 primeiros. Mas na Recopa perderam, e também sendo completamente dominados pelo adversário, a LDU do Equador.

Mas agora Nilmar foi embora. O grande atacante do time, que dáva velocidade ao ataque e marcava muitos gols. Assim, a queda livre do Internacional é evidente.

Resumo da ópera!

Mesmo com o suporte dos supostos 100 mil sócios, o Internacional está ficando refém dos investidores, que querem lucrar com seus investimentos.

A promessa de venda de apenas um jogador por ano foi a lona este ano, com as vendas de Alex, Edinho e agora Nilmar.

D´alessandro, que foi um investimento caro, não está dando retorno. Outros jogadores caros estão mostrando sinais de desgaste. As promessas estão emperradas, ou lesionadas. E a torcida extremamente insatisfeita e rachada.

Mas um coisa é verdade absoluta: os adversários assistem compactos de jogos, e assim podem com extrema naturalidade anular completamente certos treinadores e esquemas tácticos. Isso é uma tese que defenderei em uma futura postagem!

Para finalizar: vamos ver até onde vai a decadência colorada. Na minha opinião até o final do ano o Internacional volta ao patamar de clube que procura afirmação.

Comentários

  1. Quero mais que esse bando de pelotenses metidos à gente fina ( Sport Club Internacional...) vá de uma vez por todas para o vigésimo quinto dos infernos....
    Coisa mais nojenta ser colorado.......

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  2. é isso ai garoto gostei do seu comentario

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  3. Glorioso pondo a macacada do Beira-Rio pra chupar.

    Vivo pra isso.

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  4. Sabe muito de futebol meu querido.... pega ae bi da libertadores hoje.

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